Nossa experiência de campervan pela ilha sul da Nova Zelândia

Nosso segundo dia em Queenstown iniciou com a compra do ticket de ônibus para irmos buscar nossa campervan. Como nosso cartão principal havia sido clonado e somente eu dirigia, utilizamos o cartão de Renata para pagar as taxas e ela teve que ir comigo para poder assinar o contrato de locação.

Um fato interessante sobre os ônibus da Nova Zelândia: o mesmo ônibus possui tarifas diferentes dependendo da localidade que você vai descer e você paga mais caro para descer no aeroporto, mesmo que sua parada seja depois dela. Então, pagamos NZD 4,50 para descer uma parada após a parada do aeroporto. Para descer no aeroporto, custaria NZD 11,00. Assim funciona também para a cidade de Christchurch.

Falamos para o motorista o endereço onde queríamos ir e ele nos deixou bem na porta da Maui. Nem havia parada, mas ele foi gentil com a gente. Obrigado, motora.

O processo de relocação também foi bem tranquilo. O atendente nos forneceu uma planilha num tablet para preenchermos com nossos dados cadastrais e para escolhermos itens opcionais caso desejássemos.

Por se tratar de uma relocação (alguém deixou o veículo em Queenstown e a empresa precisa desse veículo em Christchurch) ainda conseguimos o veículo com uma mesa e duas cadeiras que geralmente são alugados como opcionais. Assinamos o contrato e teríamos agora 6 noites pela frente antes de devolvermos nossa campervan.

viajar de motorhome
Nossa campervan da Mauí

Entramos em nossa linda campervan beeem mais compacta que nosso último motorhome. Toda limpinha, cheirosinha e com a roupa de cama embalada.

No dia anterior, já tínhamos observado uma lanchonete que simplesmente faltava fazer a fila no quarteirão. Cheguei a pensar se era algum tipo de promoção especial ou se realmente o negócio lá era bom demais para ser verdade. Expectativas criadas, resolvemos encarar a fila e almoçar por lá.

A lanchonete nada mais é que a Ferg Burger, a lanchonete mais badalada de Queenstown com seus famosos mega hamburgueres. Fizemos nosso pedido e fomos comer num parque de frente para o lago.

Fergburger

Entrei na internet para pesquisar um pouco mais sobre a disputada lanchonete e li que ela ficou famosa por ser a última opção de lanche dos baladeiros de plantão que saíam das festas tarde da noite. Desde então, foram aprimorando seus sanduíches e temperos até que a fama chegou. Para os adoradores de plantão, realmente recomendo seus sanduíches que custam por volta dos 11 dólares neozelandês.

Nossa próxima parada após o nosso almoço foi o supermercado. Compramos mantimentos suficiente para os próximos dias e então continuamos com destino para nossa primeira parada.

Para esse percurso entre essas duas cidades do sul da Nova Zelândia, havia três caminhos. Um pelo qual já havíamos chegado, outro pela costa oeste apreciando o Mar da Tasmânia ou pelo centro passando pelo Mont Cook e Tekapo Lake que foi a nossa opção.

Dos nossos pontos de interesse, Mont Cook era a primeira parada, mas esticar nesse primeiro dia até lá seria cansativo e pouco proveitoso. Resolvemos não andar muito e parar em Cromwell, uma cidade bem próxima de Queenstown. Escolhemos um holiday park e paramos cedo para atualizar nosso trabalho e descansar.

Rumo ao Mt Cook

Marchamos para o Mont Cook no dia seguinte. A estrada até chegar ao vilarejo lá perto é incrível e ainda na estrada já avistamos a neve pela primeira vez nesse verão da terra dos kiwis. A cada curva, vemos as montanhas nevadas. Imagino que o impacto seja maior no verão, já que se torna a única montanha nevada na paisagem. Muito bonita!

Antes de chegarmos ao pés do Mont Cook, uma mega surpresa ao avistar um imenso campo de lavandas aberto à visitação do público! <3 Renata que havia ficado frustrada por não conseguir visitar o campo de lavandas próximo ao Wellington ficou com um sorriso lindo e olhos marejados de emoção.

Campo de lavandas a caminho do Mt Cook

Aproveitamos para fazer muitas fotos e conhecer um pouco dos produtos oferecidos pelo fabricante local. Perfumes, aromatizadores, doces e sorvete. Tudo artesanal e feito da produção local.

Seguimos nosso caminho e quando chegamos ao Mont Cook, fizemos uma pequena trilha para ver o glaciar e os três “blue lakes”. O glaciar fica bem distante do ponto de observação e a gente quase não consegue vê-lo, até existe algumas pedras de gelo soltas no lago, mas para quem visitou o Glaciar perito moreno, em El Calafate na Argentina, fica um pouco decpecionado com o local.

Glaciar lá ao longe

Nossa segunda parada foi o Tekapo Lake. Reza a lenda que essa região possui o céu mais limpo da Nova Zelândia e que fica muito fácil de contemplar as estrelas. Infelizmente, como os próprios kiwis relataram que o verão não foi verão, fomos sabotados pela previsão meteorológica no dia que visitamos o lago. Ainda era por volta do horário do almoço e fomos tirar algumas fotos pelo Lago e esperar o tempo passar. Tentamos ir ao observatório, mas estava fechado para motorhome devido aos fortes ventos. Fomos então para o acampamento. Era um espaço enorme e lotado, com uma boa visão do lago. Fizemos nosso jantar na cozinha do acampamento que estava bem disputada. Comemos dentro da campervan porque começou a chover e não tinha espaço na área interna da cozinha. No dia seguinte, tomamos café nas mesinhas de frente para o lago, experiência gratificante e sensacional. Não chovia, mas o tempo continuava feio.

Café da manhã e esse visual

Paramos num estacionamento próximo uma igreja turística para fazer umas fotos e aproveitar a boa internet gratuita oferecida pela igreja. Depois de alguns minutos dentro do carro, apareceu uma moça, agente de trânsito, que bateu no vidro da janela do motorista. Nessas horas, a primeira coisa que vem à cabeça é que estamos fazendo algo de errado. Afinal, num país estrangeiro, a gente nunca sabe 100% das regras. Abrimos a janela e ela começou a nos fazer algumas perguntas sobre segurança na estrada. Mostrou as placas mais importantes, fez algumas verificações de sinalização no veículo e nos perguntou se tínhamos alguma dúvida sobre as regras de trânsito na Nova Zelândia. Achamos muito fofo esse trabalho de conscientização de segurança no trânsito dos Kiwis.

Lake Tekapo

Continuamos nossa viagem com destino a Christchurch (ou Church para mim), pesquisamos sobre acampamentos no aplicativo do CamperMate e encontramos um acampamento próximo, com pacotes de Internet de 10gb por 5 dólares e com preço bom para passar a noite. Bom demais para ser verdade? Na chegada ainda conseguimos um desconto por ser baixa temporada daquela região. O campsite era pequeno, talvez o menor que ficamos e estávamos quase sós. Um casal acampando depois de uma viagem de bike e mais um motorhome. Chegamos e estacionamos ao lado de uma mesinha de piquenique. Era nossa. Ainda cheguei a usar, mas então começou a chuva e o frio que persistiram até irmos embora. Fomos para a cozinha que era junto a uma área de vivência praticamente nossa.

A cidade de Mathven é super requisitada no inverno para a prática de esqui, porém no verão, era praticamente uma cidade fantasma. Praticamente sozinhos no acampamento, nos apossamos da mesa, da sala e da geladeira. Fizemos panqueca para o café da manhã. Quando terminei, fui conversar com a dona do local para ficar mais uma noite. Ela perguntou se tínhamos feito panqueca e que o cheiro estava delicioso. Interagimos com Gypsy, a gata manhosa do hotel. Jogamos inclusive Jenga com ela que ficava roçando na torre e derrubando algumas peças. Impressionante habilidade dessa gata. Aproveitamos também para fazer umas fotos das altas poses que ela fazia.

Gyspy, na nossa mesinha de acampamento

Acabamos gostando do espaço e da calmaria que nos foi reservada. Mas, no dia seguinte teríamos que seguir viagem para devolver o carro e fazer a mudança para nosso novo lar. Nosso terceiro workaway. Que boas surpresas venham.

Se você sempre teve vontade de viajar de Motorhome mas não sabe por onde começar, confira o nosso ebook!

 

7 comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *