Por que decidimos agir AGORA?

“Gente, mas porque essa mudança assim? Do nada, PAH?”

Sabe quando você quer MUITO alguma coisa? Uma roupa, a TV dos sonhos, um iPhone X-New-Ultra-Generation? Já tivemos esses sonhos também e chegamos a conquistar alguns bens materiais. Mas vimos que, depois de algum tempo, todos acabam se tornando meio sem sentido. É uma busca sem fim por não se sabe o quê. Começamos, aos poucos, a acreditar que as pessoas seriam melhores se parassem de buscar o TER um mundo de coisas para buscar VER todas as coisas do mundo.

Começamos a pensar e medir cada ato e consequência a que nós somos submetidos diariamente. Por que você trabalha? Você é completamente feliz no seu emprego? Acorda empolgado numa segunda-feira? Você não acha que deixa muitos momentos passarem diante de nossas vidas? E que geralmente esses são os mais importantes? Como você se sente quando o seu trabalho te impede de ir ao médico, dentista ou numa apresentação na escolha do seu filho?

apresentação-de-escola-filhos
Trabalhei como engenheiro por 8 anos e os últimos 3 anos foram SENSACIONAIS profissionalmente falando. Recebi diversos elogios de várias pessoas que trabalhavam comigo. AMAVA o que eu fazia e o fazia de coração. Dedicava mais do que 12 horas por dia de trabalho, principalmente na época de entrega de obra. Geralmente isso incluía os sábados e, às vezes, domingo. Chegava na obra às 7h da manhã e quando retornava, por volta de 19h, ainda atualizava planilhas e respondia aquela enxurrada de e-mails.

Eu era um “menino novo” de obra e aceitei calado muitas coisas. Morava há mais de 400km da família e, pela empresa, eu não podia me ausentar da cidade nem durante os finais de semana. Eu precisava de uma autorização para ir a São Luís, numa festa familiar, por exemplo. Tinha que dar satisfação do MEU FINAL DE SEMANA. Desmarquei férias, viagens, folgas… Desmarquei compromissos com a vida. Em uma conversa com o meu chefe direto, ele me “autorizou” a ir para São Luís – desde que eu não postasse nada no Facebook para o que o chefe dele não ficasse chateado. Fui ficando saturado.

Ninguém merece passar por isso, mas, a maioria de nós se torna “salários-dependentes”. Temos medo de perder nossos empregos, infelizmente. E acabamos fazendo muitas “horas-bestas” e deixando de estar do lado das pessoas que realmente se importam com a gente.

momentos-em-familia
Chega um momento que você pára e começa a refletir. É isso que você quer para o resto da sua vida? Você vai esperar a aposentadoria chegar? Pra QUE? A vida passa num piscar de olhos e logo você não vai mais ter a “força” necessária para alcançar alguns sonhos.

Pois é, nós chegamos a conclusão que a vida estava passando e que não estávamos vivendo aquilo que gostaríamos. Por que então deixar para depois se a vida acontece AGORA? Tomamos a decisão de comandarmos nossas próprias vidas e deixamos de ser os tipos de passageiros que deixam a vida passar – e depois ainda reclamam que não tem mais tempo ou energia para realizar seus sonhos.

Decidimos sair da nossa ZONA DE CONFORTO para alcançarmos nossos objetivos. Ah, isso que estamos fazendo NÃO É FÁCIL. Nem de longe. Estamos dedicando muitas horas de nossos dias aos nossos negócios, nosso planejamento, para assim conseguir chegar lá!

Esperamos que, de alguma forma, tudo que te contamos até agora seja inspirador e te motive a dar aquele passo essencial rumo aos seus objetivos.

No próximo artigo vamos responder algumas dúvidas de nossos familiares e amigos. Por isso, deixe também a sua pergunta que teremos o maior prazer em responder!

Grande abraço,
Reis.

Continue Reading

É preciso ser rico para embarcar nessa?

Contei a um amigo sobre os nossos planos de viagem para o próximo ano e quase instintivamente ela devolveu “Ganharam na loteria?”. Não, não ganhamos. O que fizemos foram algumas escolhas ao longo de nossa vida que nos permitiram tomar essa decisão.

Desde criança, aprendi a batalhar pelo meu dinheirinho. Ajudava minha mãe na loja ou ia cobrar devedores de porta em porta. Durante o ensino médio, fui várias vezes andando para o cursinho para economizar o dinheiro do ônibus. Desde essa época, sabia que eu precisava gastar menos do que ganhava para conseguir comprar algo que custasse um pouco mais.

Quando conquistei meu primeiro salário, que precisava ser muito bem administrado para render até o final do mês, comecei a me interessar sobre finanças. Estudei muito sobre planejamento financeiro, acompanhamento de gastos, alternativas de investimentos. De todos esses estudos uma coisa sempre ficou na minha cabeça: “Se você quer ter uma vida mais rica, viva num padrão de vida um nível abaixo de suas possibilidades”.

Não é uma solução complexa, mas segui-la é bastante difícil num mundo cheio de tentações. Foi preciso muita determinação para irmos conquistando nossos objetivos com calma, sem antecipar nada através de financiamentos com juros astronômicos. Praticando esse conceito, conseguimos viver uma vida sem dívidas significativas. Nosso último Balanço Patrimonial (você já fez um?) indicou que nossa taxa de endividamento é de aproximadamente 5%. Ou seja, somente 5% de todo o patrimônio que temos hoje está financiado. Esse dinheiro que não desperdiçamos com juros e que economizamos nas compras a vista, nos permitem realizar nossas viagens, que alguns veem como uma extravagância.

finanças para viagem
Há cerca de um ano começamos a idealizar essa grande viagem e racionalizamos ainda mais nosso estilo de vida. Nos propusemos a viver de uma forma ainda mais econômica para assim conseguir acumular capital para viver esse sonho. Foi isso que também permitiu que Reis conseguisse sair do emprego em meio à crise econômica do país, para podermos nos dedicar à fotografia, um negócio que tem nos feito muito felizes.

Nossa filha comprou imediatamente a ideia e tem colaborado incrivelmente com a missão de economizar para a viagem. Afinal, estamos todos ansiosos por viver esse sonho. Ela mudou para o turno da tarde na escola (que é mais barato), trocou as atividades extracurriculares por outra mais econômica e tem cooperado nos trabalhos domésticos (dispensamos a empregada). Passamos a sair menos e nos divertir mais em casa. Só fizemos uma viagem de lazer esse ano por ser uma ocasião muito especial – e por estarmos planejando desde o ano anterior. Nos privamos bastante esse ano, para colhermos os frutos no ano que vem.

Apesar disso, não consumiremos todas as nossas economias na viagem. Elas serão uma reserva de emergência para os meses em que as coisas não forem tão bem. Como já dissemos, o que nos sustentará no exterior é o nosso trabalho. Além disso, nosso apartamento ficará alugado e teremos o rendimento de algumas aplicações. Nada de mexer na poupança!

Entretanto, não significa que sairemos em busca de trabalho em restaurantes ou casas de família. Iniciamos alguns negócios online que acreditamos que serão suficientes para nos manter. Bastará um computador com acesso à internet para que a gente possa tocar os negócios. Saibam que estamos muito longe de ser pioneiros nisso. Tem muita gente adotando esse estilo de vida por aí. E indo muito bem, obrigado.

Além disso, muita gente pode não acreditar, mas uma vida mais nômade, como a que estamos planejando para o próximo ano, pode sair até mais barata do que viver em uma grande cidade. Com cerca de R$2.000,00 por mês, por exemplo, dá pra alugar um apartamento de luxo (incluindo condomínio, água, luz, internet e TV a cabo) e morar de frente para o mar na Tailândia. Por muito menos, poderemos ter uma vida mais modesta. Modesta, mas numa praia da Tailândia. Nada mal, né?

tailandia

Ufa, sempre me empolgo quando falo de finanças… Melhor parar por aqui. No próximo email, eu explico direitinho porque resolvemos fazer essa mudança “repentina” na nossa vida e o que estamos buscando.

Um forte abraço,
Renata

Continue Reading

Você conhece nossa história?

Nossa vida em família começou um tanto difícil. Joyce nasceu em dezembro de 2002, quando eu, Reis, tinha 19 anos e Renata 18. Ainda estávamos na Universidade e éramos ajudados pelos nossos pais. Eu estudava pela manhã e trabalhava como auxiliar de escritório no período da tarde, ganhando meio salário mínimo. Cheguei a emagrecer 12kg, pois no fim do mês ia caminhando para o trabalho – não sobrava dinheiro para a passagem de ônibus.

Em 2004 conquistei o primeiro emprego com carteira assinada, o que já nos rendeu plano de saúde, vale alimentação e um pouco mais de dois salários mínimos por mês. Um pouco depois, Renata foi chamada em um concurso público e passamos a ganhar praticamente o mesmo salário. As coisas começaram a melhorar.

Já com nós dois empregados, meu pai antecipou todo o dinheiro da pensão que eu ainda receberia (um ano). Com esse dinheiro (cerca de R$10.000,00) mais um dinheiro extra que recebi da empresa onde eu trabalhava, demos entrada no nosso primeiro apartamento. Num bairro com ótimo custo-benefício, nosso apê era pequeno, sem elevador, mas confortável e (quase) nosso. Nem cogitamos a compra de um carro – os custos de manutenção consumiriam boa parte de nossa renda.

Como nossa prestação era baixinha, graças a boa entrada que demos, pudemos realizar nossa primeira “longa viagem”. Numa promoção da gol, compramos uma passagem por R$50,00 para Fortaleza e de ônibus continuamos até João Pessoa, Recife e Porto de Galinhas. Insano. Tomamos gosto por viajar e, desde então, não paramos mais.

primeira-viagem
Em 2008, Renata passou num dos melhores concursos para nível médio do país – sonho de muita gente! Ela foi morar em João Pessoa com Joyce. Eu, me formei em Engenharia Elétrica e consegui um emprego em Aracaju. Com empregos melhores e morando numa localização bem estratégica, viajamos bastante, principalmente pelo Nordeste. Nessa época, Renata criou um blog sobre esse tema, o Inda Vou Lá, que hoje mantém com a sócia Carmina.

Conseguimos voltar para São Luís em Janeiro de 2011 e voltamos a morar juntos depois de 3 anos. Mas isso durou pouco. Renata conseguiu uma oportunidade de morar 1 ano na Inglaterra em 2012 e em 2013 fui transferido para o interior do estado do Maranhão. Foram mais 3 anos morando em cidades diferentes.

Começamos a trabalhar com fotografia, uma paixão que cresceu e que foi sendo aperfeiçoada, através de investimentos e muito estudo. Em 2016, em plena crise econômica e financeira no país e trabalho escasso, pedi as contas e voltei para casa. A forma como conduzimos nossas finanças nos últimos 12 anos permitiu que construíssemos um patrimônio razoável.

Passamos a estudar muito sobre negócios, viagens e fotografia e, nessas pesquisas, fomos conhecendo histórias de vários aventureiros, que partiram em viagens incríveis ao redor do mundo, combinando viagens e negócios de formas divertidas e lucrativas. Enquanto hospedávamos estrangeiros em nossa casa, através do site Couchsurfing, escutamos muitas histórias de pessoas que viajam por vários meses – sempre com aquela inveja branca “Pena que isso não é possível pra gente!” Achávamos que isso era coisa para quem nasceu em berço de ouro. Ou quem não tinha filhos. Ou <insira aqui um monte de desculpas que nos impedem de correr atrás de nossos sonhos>…

viajamos por 17 estados brasileiros e DF, passando por várias cidades desses estados. Carimbamos, juntos, nosso passaporte em 12 países. Fora isso, Renata ainda conseguiu visitar outros 12 enquanto morava na Inglaterra. Mesmo assim, ainda achamos que um mês de férias por ano não é suficiente para tudo que queremos visitar no mundo.

Apaixonados por viajar, queremos mais e, não sendo ricos, começamos a buscar alternativas e soluções de como viajar mais e gastando menos. Acontece que CHEGOU A NOSSA VEZ!!! Durante esse ano de 2016, estamos nos dedicando a negócios online e ao planejamento de nossa viagem.

destinos na asia
Estamos nos organizando para viajar por 365 dias, fazendo do mundo o nosso lar. Partiremos em Dezembro, quando Joyce conclui o Ensino Fundamental. Ainda estamos fechando o roteiro mas, a princípio, nossa ideia é morar em seis países. Um ano, seis casas. Dois meses em cada país.

Parece algo impossível? No início também parecia para nós. Foi preciso muita determinação, assumirmos as rédeas de nossa vida e encontrar alternativas para gastar menos, ganhar mais e fazer a diferença render em meio à crise econômica do país. No próximo post, falamos um pouco dos nossos aprendizados sobre finanças que nos ajudaram a conseguir conquistar esse sonho.

Muitos familiares e amigos adoraram a nossa ideia e, o principal, muitos têm nos apoiado nessa “loucura”. Família e amigos, meu MUITO OBRIGADO! Amo cada um de vocês!

Grande abraço,
Reis.

Continue Reading

A viagem da nossa vida está chegando

Obrigado por chegar até aqui!

Estamos muito felizes em saber que você quer acompanhar nossos planos para a viagem e entender como tudo isso vai acontecer. Como é muita informação, dividimos em 5 posts, que vão explicar melhor o que é o projeto e como ele está se tornando realidade. Periodicamente, enviamos emails para mandar notícias do andamento do projeto. Assine nossa lista e saiba das nossas novidades!

Nós vamos viajar por um ano!

Há algum tempo, essa ideia surgiu e simplesmente não conseguimos mais afastá-la de nossas mentes. Por isso, começamos a nos preparar aos poucos e está chegando a hora de cair na estrada. Ainda não fechamos totalmente o roteiro, mas já temos alguns detalhes definidos.

1 – Vamos trabalhar (e muito) durante a viagem

Entraremos em detalhes posteriormente, mas saibam que não ganhamos na loteria e não temos nenhuma herança em mente. Por isso, durante a viagem teremos uma rotina de muito trabalho, associada a alguns momentos de lazer. Exatamente como fazemos aqui em São Luís. Vocês acabarão vendo somente a parte boa, mas nos bastidores estaremos trabalhando diariamente.

2 – Queremos ter a experiência “morar fora”

Nossa viagem não é somente para acrescentar carimbos no passaporte. Queremos conhecer as cidades além do que os turistas veem, fazer alguns amigos, conhecer a cultura local, aprender o básico do idioma. Afinal, se fosse só pra viajar como turista, não precisaria ser uma viagem tão longa.

3 – Passaremos longos períodos em cada local

Para conseguir trabalhar e passear, não poderemos passar somente alguns dias em cada lugar. Primeiro porque não dá pra passear o dia inteiro e ainda cumprir nossas metas de trabalho. Depois, porque isso consumiria um recurso financeiro muito além do que estamos dispostos a gastar nessa viagem.Nossa meta são 12 meses, 6 países. Claro que visitaremos outras cidades, mas esse será um bônus quando conseguirmos superar as metas financeiras.

4 – Definição do roteiro

Nosso roteiro é flexível, embora tivéssemos algumas ideias quando começamos. Pensamos inicialmente em Tailândia, Japão, Nova Zelândia, Alemanha, Itália e Portugal, mas fomos fazendo ajustes. Nosso roteiro até o momento você pode acompanhar no nosso mapa de viagem.


Por enquanto é isso!
Um abraço!

Continue Reading