De Dunedin para Queenstown – Nova Zelândia

Realmente adoramos a experiência de viajar de motorhome. Eu, particularmente, fiquei viciado nesse tipo de aventura e ficava atento às oportunidades de relocação e como poderia inclui-las no meu roteiro.

Estávamos em Dunedin, a cidade mais escocesa da Nova Zelândia, quando surgiu uma oportunidade de relocação de uma campervan de 3 berth (3 berços/lugares) partindo de Queenstown para Christchurch. A oportunidade nos daria 4 diárias grátis e poderíamos alugar o veículo por mais 3 dias ao valor de NZD 150,00/diária, totalizando R$ 1.125,00.

Pesquisamos um pouco mais sobre Queenstown, a cidade mais famosa da ilha sul da Nova Zelândia e mais cara também. Deixamos para reservar o hotel de última hora e o mais barato que encontramos online foi R$ 600,00 por uma diária no Mercure Hotel. Depois de tanto economizar durante a viagem, consideramos que teríamos um dia de “rico” dessa vez.

Sendo ricos no Mercure Queenstown
Sendo ricos no Mercure Queenstown

As linhas de ônibus entre Dunedin e Queenstown não havia muitos horários interessantes. Ou era cedo demais ou tarde demais. Conseguimos um “transporte alternativo” da empresa Atomic Travel. Uma van de 15 lugares. Bem parecido com aquelas vans de transporte público que utilizamos no Brasil. Para uma viagem de 4 horas de duração, não acho muito recomendável, mas era a opção que tínhamos.

Chegamos em Queenstown faltando duas horas para o pôr-do-sol. Compramos a velha pizza da Domino’s pela bagatela de NZD 6,00 (um dólar mais caro que o restante do país) e fizemos nosso almoço/lanche da tarde. Olhamos para o mapa e vimos que o hotel ficava a 1,5 km de onde estávamos. Resolvemos ir andando para economizar.

Apreciamos a orla, pessoas correndo, embarcações indo de um lado para o outro, pessoas passeando entre as lojas, restaurantes, casinos, lanchonetes e aproveitando as últimas horas de sol desse dia quase quente de verão. Chegamos num ponto onde haveria uma mega subida. Paramos um pouco num banquinho para descansar e resolvemos encarar a subida a pé… e com malas.

Até a primeira parada de ônibus, parávamos a cada dois postes. Misericórdia divina. Após uns 30 minutos, conseguimos chegar na primeira parada de ônibus e descobrimos que ainda não era o nosso hotel. Paramos para descansar um pouco quando surgiu um táxi. Não pensei duas vezes e o chamei. Acabamos descobrindo que ainda tinha mais uma mega ladeira pra chegar ao nosso hotel (crianças, não façam isso em casa).

Ai, o Mercure. No seu melhor estilo com uma mega vista para o paredões rochosos que margeiam o lago. Que paraíso.

A vista do Mercure Queenstown

Deixamos nossa bagagem no quarto e quando olhamos aquela piscina do hotel pela janela do quarto, não resistimos. Trocamos de roupa e fomos para a banheira de hidromassagem com água aquecida. Ricos mesmo. Hahaha. Ficamos lá descansando da nossa tentativa frustrada de subir ladeira íngrime com mala pesada.

Voltamos para o quarto e decidimos que iríamos jantar no próprio hotel. Passeamos um pouco mais pelo hotel e fomos para o restaurante. Pedimos duas cervejas e um suco pra Joyce e dois pratos para dividirmos.

Os pratos foram bem servidos e comemos muito bem. Ainda assim, aquele espaço para sobremesa nunca falta. Resolvemos pedir mais 3 sobremesas diferentes. Quase passamos mal de tanta comida. Burp.

Tudo perfeito!

A conta nem saiu tão cara. Custou NZD 126,00, que convertido fica R$ 315,00. Tá, foi caro, mas foram três bebidas, dois pratos e três sobremesas. Mas para um restaurante de um hotel “chique” e considerando que quase não fizemos extravagâncias na Nova Zelândia, vamos relevar.

No dia seguinte iríamos para a Maui para buscar nossa próxima casinha sobre rodas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *