Gili Islands – A jornada até as ilhas trigêmeas

Depois de muitas aulas de yoga e dias tranquilos trabalhando na diagramação do nosso livro, na nossa última noite em Ubud, fomos a um restaurante muito bem recomendado: o Kafe.

O ambiente é muito agradável e toda a comida estava deliciosa, embora a conta tenha saído cara – pouco mais de 100 reais. Nos despedimos com grande pesar de Ubud, mais um daqueles lugares que amamos.

Voltamos para o hotel para fechar as malas, já que no dia seguinte sairíamos cedinho para as Gili Islands – três ilhazinhas conhecidas pela água mais linda da região. No dia seguinte, às 7 da manhã, pegamos a van que nos levaria até o porto. No caminho, o motorita nos deu uma aula sobre o hinduísmo de Bali e fez muitas perguntas sobre o Brasil e suas religiões. É muito interessante ver como coisas que para nós são tão comuns, despertam tanto interesse – a crença em Deus, Jesus, Maria e os santos da religião católica o deixaram intrigado.

Chegamos no porto e fomos até o escritório, onde demos nossos nomes e recebemos um adesivinho para identificação da nossa empresa e destino. Depois , seguimos até o pier, onde esperamos até nosso barquinho estar pronto. Um lugar confuso, cheio de turistas e vendedores ambulantes, um caos ao estilo feira. No embarque, fomos abordados por um carinha para carregar nossa mala. Como ele era da empresa, achamos que era o procedimento normal. Só depois notamos que todo mundo estava carregando sua própria bagagem – foi quando percebemos que na verdade o cara queria uma graninha extra. Nossas malas estavam mesmo pesadas, então demos 20mil rúpias (5 reais) e embarcamos. As malas foram no bagageiro – sem nenhum comprovante. Como sempre, ficamos com o coração na mão.

Embarcamos e, por volta das 9:15, o barco começou a deixar o pier. Se o pier era caótico, o barco surpreendeu positivamente. Eu imaginava um barquinho de pescador, mas na verdade era um barco grande, dois andares, confortável, com ar condicionado e filme do Tarzan na TV. Não era permitido, inicialmente, ir na parte superior, por isso escolhemos um lugar na janela, na parte de baixo. Fomos do lado direito, mas se fóssemos do lado esquerdo iríamos acompanhando a ilha de Bali ao lado avistando o vulcão imponente acima das montanhas.

Logo, a parte superior foi aberta. Fui até lá e tirei umas fotos. Um ambiente bem legal, com pessoas alegres, curtindo o sol e tomando cerveja. Música animada rolando. Maaaaas, a pessoa idiota aqui inventou de viajar de vestido esvoaçante – então claro que era impossível ficar ali. Logo depois que um chapéu saiu voando, desci e continuei a ver o filme.

No meio do caminho, logo depois de passar por toda a ilha de Bali, o barco deu uma parada no meio do nada. Levei um pequeno susto, mas acho que ele estava somente ajustando a rota. Depois de cerca de uma hora, já era possível avistar Lombok do lado direito, uma ilha bem grande e também desenvolvida como Bali.

Mais uns 20 minutos e chegamos em Gili Trawangan, a maior das 3 ilhas e onde ficaríamos hospedados por duas noites. Nossas malas também chegaram sãs e salvas. A cor da água no “porto” era impressionante. Um degradê incrível de tons de verde e azul que a gente nem imagina que existam. As recomendações tinham razão: a natureza caprichou nesse lugar!

Nosso hotel recomendou que pegássemos uma charrete para chegar, já que ficava do lado oposto da ilha. Queriamos dar uma voltinha antes de ir pro hotel, mas com nosso zilhão de bagagens, logo não aguentei e pegamos o transporte. Carinhosamente apelidamos de carruagem. Pagamos 100 mil rúpias, subimos na carroceria e lá fomos nós até o hotel.

Depois de chacoalhar na charrete igual pipoca na panela quente por uns 10 minutos, passando pelo meio da ilha, chegamos no Trawangan Oásis. Fomos recebidos na porta: “Renata?” Mesmo a gente não tendo dado a previsão de chegada, de algum modo eles sabiam que éramos nós. Ainda não tinha dado o horário, mas ainda assim fizemos check in e recebemos um drink de boas vindas. Como o quarto ainda não estava pronto, fomos encaminhados à área da piscina.

Nossa primeira impressão foi: “Gente, como somos ricos!”. 😂 Pelo menos nos sentimos assim, mesmo tendo pago pela diária o equivalente a uma pousada simples em Fortaleza em baixa temporada. O paisagismo do hotel é simplesmente incrível. Sabe aquela coisa de filme mesmo? Piscina, flores, coqueiros… 💙

Não demorou muito e nosso quarto ficou pronto. Que cama gigante! Algo como duas camas de casal juntas. Insano. Um mosquiteiro pra fazer a gente se sentir realeza.
Deixamos nossas coisas, colocamos nossa roupa de banho e fomos refrescar na piscina. Só não contávamos que a piscina fosse tão quente! 😂 Depois de curtirmos um pouco, saímos para procurar um local para almoçar. Resolvemos alugar bicicletas para facilitar nossa locomoção na ilha. Diária de 40mil rupias (menos de 10 reais).

Fomos para a praia norte, onde encontramos um restaurante para almoçar à beira mar. Um local agradável, que prometia salada e pão de alho grátis. Gostamos. Pedimos uma cerveja (gente, que calor impossível) e o cardápio. Perguntamos sobre o pão de alho, mas disseram que era somente para o jantar. 😒

Acabamos pedindo uma porção mesmo assim, de entrada, já que eram quase duas da tarde e não tínhamos nem tomado café da manhã decente. O pão veio logo, mas a comida demorou absurdamente. Quando cobramos, descobrimos que haviam esquecido de repassar nosso pedido para a cozinha. Nos trouxeram uma garrafa de água de cortesia, como pedido de desculpas.

Reis foi tentar tomar um banho no mar, mas apesar da água linda, o fundo era cheio de algo que classificamos como corais.

Depois desse momento, a comida não demorou a chegar. A comida foi gostosa, mas nada espetacular. A conta foi carinha – cerca de 80,00. Mas na beira da praia, né, queria o quê? Além disso, já sabíamos que os preços na ilha seriam mãos caros que Ubud.

Saímos do restaurante e fomos dar a volta na ilha de bicicleta – no hotel disseram que seria em torno de uma hora. Circulando a ilha, passamos pelo local onde o sol se põe e tem vários balanços dentro do mar. Pena que não dava para ver o sol. Fizemos algumas fotos nos balanços e continuamos nossa volta à ilha.

Embora seja bem conturbada a parte do centrinho, o restante da ilha é bem tranquilo. Muito agradável o passeio. O único inconveniente foi um trecho que era de areia super fofa – que tivemos que descer da bicicleta e ela teve que ser praticamente carregada. Felizmente, o trecho não era longo.

Voltamos então para o hotel e decidimos que faríamos o passeio de barco para fazer snorkel no dia seguinte. Ficamos um pouco na piscina e fomos dormir na nossa cama de realeza.

Renata Marques

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