Complexo do Grand Palace, o Palácio Real de Bangkok

Depois de 3 tentativas frustradas de visitar o Grand Palace de Bangkok, finalmente conseguimos visitar o palácio em nosso último dia pela cidade e nossa 4ª tentativa. Duas vezes não deram certo por chegar fora do horário de visita e uma vez no feriado do dia do trabalhador que não conseguimos pegar um grab ou uber, o motorista mandou uma mensagem dizendo que não poderia ir pra lá, o que descobrimos depois que o Palácio estava SUPER LOTADO e a região MEGA ENGARRAFADA.

Nessa 4ª tentativa, eram nossas últimas horas em Bangkok. Renata ficou em casa arrumando as malas e eu e Joyce fomos nos aventurar pela cidade. Gostei muito do skytrain, mas infelizmente não existe esse meio de transporte para o centro da cidade, então pedimos nosso carro através do Grab (um dos melhores aplicativos de táxi do sudeste asiático). Nosso táxi chegou em 15 minutos e demorou mais 15 para chegarmos bem próximo da entrada do Palácio.

Chegamos no palácio por volta das 10 horas e já nos arredores observamos muita movimentação de pessoas, turistas, tuk tuk, policiais e tudo mais o que você possa imaginar. Todas as ruas que dão acesso ao palácio são cercadas, protegidas por detector de metais e por vários policiais que revistam nossas bolsas, mochilas e bagagem.

Duas entradas existem no palácio. Em uma, entram apenas pessoas vestidas completamente de preto que etão indo prestar homenagem ao rei que faleceu há 7 meses, ou seja, a população ainda está de luto. Na outra entrada, as pessoas com cara de turistas entravam. Seguimos o fluxo da multidão e continuamos nossa jornada.

O grande, alto e largo muro branco, guardando construções e arquiteturas,  já impressiona quem passa de fora . Passamos pelo portão e nos deparamos com imensos e bem cuidados jardins.

Chegamos na bilheteria e não demorou muito para conseguirmos nossos tickets por 500 baht (cerca de 50 reais). Percebi que recebemos três bilhetes, que não questionei no início, recebemos um mapa e continuamos seguindo o fluxo da multidão.

Já havíamos comentado anteriormente do calor, mas dentro da área comum do palácio eu senti que a temperatura era um pouco pior. Os prédios e templos são ornamentados de peças e azulejos maravilhosos mas que refletem ainda mais o sol, ampliando o “efeito estufa”.

Continuamos seguindo o fluxo e olhando o mapa para identificar por onde estávamos passando. Chegamos ao templo do Buda Esmeralda. Não é permitido a entrada com chinelo dentro do templo nem fotografar. Deixamos nossos chinelos na entrada e corremos para a sombra para não queimar a sola dos pés. Rs. Contemplamos o Buda e a devoção dos budistas em suas orações.

Continuamos nossa caminhada e entramos ainda em um museu onde havia mais informações sobre o rei da Tailândia, além de vários presentes recebidos de outros países. Eu e Joyce queríamos ficar lá por muito mais tempo nesse museu para curtir o ar-condicionado. Rsrs. Estávamos derretendo.

Continuamos a caminhada e finalmente passamos em frente ao Palácio Real. No mapa ainda mostrava muito mais informações e locais que supostamente deveriam ser visitados, mas seguindo o caminho marcado por guias de filas fomos direcionados à saída.

A saída é bem próxima da bilheteria. Peguei os outros tickets e mostrei para uns dos guardas com uma cara de “o que faço com esses bilhetes”. Ele disse então para eu seguir em frente e entrar na última porta do lado direito. Entramos então numa sala que parecia algo como um museu da moeda.

Decoração Real Tailandesa e o Pavilhão da Moeda foi a parada para utilização do segundo ticket. Uma casa com dois pavimentos. Novamente não era permitido fotografar. No térreo havia algumas vestimentas utilizadas pela realeza no século passado e no andar superior um museu das moedas tailandesas desde os primórdios. Pra quem gosta da história vai se apaixonar por esse lugar. Ah. Curtimos muito o ar-condicionado do ambiente. <3

Gastamos uns 15 minutos para conhecer os dois salões, descemos e perguntamos onde poderíamos utilizar o 3º ticket. Nos mostraram a direção e continuamos nossa caminhada debaixo de um solzinho nada camarada.

Nossa terceira parada dentro dos muros do Grand Palace de Bangkok foi em um outro museu, onde era contada a história do rei, mostradas as vestes da rainha, além de algumas trajetórias de suas viagens pelo mundo e sobre as lendas da Tailândia. Mas uma vez não era permitido fotografar ou gravar.

Ainda no mesmo prédio, visitamos uma salinha onde era possível vestir uma roupas típicas de luta e usar armas de luta. Eu e Joyce aproveitamos para tirar umas fotinhos, já que ali era permitido. A terceira sala passava por dentro de uma lojinha de artesanato e uma cafeteria que já apontava para a saída.

Nosso tempo já estava acabando e teríamos que voltar para casa para pegar nossas malas e ir para o aeroporto.

O negócio nas ruas estava bem caótico, tentei chamar grab e uber sem sucesso. Tentamos entrar num táxi que tinha acabado de deixar 2 pessoas no palácio e o taxista balançou o dedo negativamente e arrancou. Vi que tinha uma plaquinha e depois entendi que ali não era permitido embarque, apenas desembarque. Na correria, entrei num táxi. Ele perguntou pra onde eu iria e me cobrou 500 baht (detalhe que paguei 120 baht na ida e paguei 500 baht mais tarde pra ir de casa ao aeroporto). Eu disse que estava muito caro, pedi o taxímetro e ele começou a se exaltar. Disse  que eu vim em linha reta e que o retorno daria muuuuitas voltas e que por isso seria mais caro. Ele deu um preço de 450 baht e eu pedi para descer. Foram 2 minutos de fúria do taxista querendo que eu pagasse esse valor até que finalmente ele me expulsou do táxi.

Descemos e fui negociar o retorno com os tuk tuks. Cobrou a princípio 300 baht. Mostrei o aplicativo do Grab onde uma corrida estava avaliada em 100 baht. Fechamos negócio em 150 baht e voltamos pra casa na emoção e no calor do tuk tuk. =)

Se você está pensando em visitar o palácio, se liga nessas dicas:

  1. Não esqueça de usar calça comprida e camisa que cubra os ombros (homens e mulheres). Nós compramos aquelas calças de tecido bem leve de elefantinhos por 100 baht (10 reais);
  2. Tente chegar na abertura pra pegar um pouco menos tumultuado e tentar fugir do calorzão. Se preferir, leve um guarda-chuva (ou guarda-sol);
  3. Não esqueça o protetor solar;
  4. Beba muita água;
  5. Use óculos de sol para evitar dor de cabeça devido ao reflexo do sol na arquitetura e para não ficar com a cara franzida nas fotos;
  6. Utilize um calçado confortável e fácil para tirar para entrada nos templos.

Essa foi nossa jornada pelo Grand Palace de Bangkok. E você, já visitou?

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