El Calafate – Visita ao Glaciar Perito Moreno

O que podemos tirar de proveito para a vida com a história do glaciar de Perito Moreno?

Um valor muito importante para mim é cumprir promessas. Minha filha conhece tanto o valor de uma promessa pra mim que ela já pergunta se eu prometo como forma de garantir algo que ela queira.

Depois de mostrar as fotos que tirei do pescador, ela me pediu que não a deixasse dormindo quando fosse sair de casa para dar uma caminhada para explorar as redondezas. Pela manhã, fiquei de ir aos bancos sacar dinheiro para pagar os parques. O dia anterior foi feio, nublado e chuvoso. Quem diria que no dia seguinte, ao espiar pela janela, eu veria um céu azul e praticamente sem nuvens.

Deitei do lado dela, abracei, disse bom dia e que a amava. Ela me devolve com um sorriso e diz também que me ama. Digo que vou ao banco. Ela com preguiça diz que prefere ficar dormindo. “Filha, o céu está azulzinho. Está lindo.” Uma parte de mim é um pouco brincalhão. Minha filha abre um olho desconfiado pra mim e sussurro que deixo ela morder minha bunda se o céu não estivesse azul. Ela abre um sorriso e tenho certeza que ela rezou para que o dia estivesse nublado. 😅

Andamos um pouco pela rua turística principal de El Calafate e seguimos viagem para o Parque Nacional de Los Glaciares, o principal ponto turístico da região. Foram uns 50km até a entrada do parque e depois mais vários km para chegar até o porto. Chegamos bem em cima do horário agendado. Acho que fomos os últimos a embarcar.

Subimos no barco que nos levou para o outro lado do rio, próximo ao glaciar. Tivemos algum tempo livre antes do nosso grupo sair. Todos aproveitaram pra almoçar, mas nosso almoço tinha ficado no carro. Ficamos tirando fotos. 😀

No horário marcado para o início, dividiram os grupos entre guias que falavam espanhol e inglês. Depois dividiram um pouco mais e nos colocaram em um guia que falava um portunhol duvidoso. 😒

O guia passa informações e curiosidades sobre a formação do glaciar, como devemos e não devemos nos locomover. Colocamos grampones nos sapatos, um artefato com travas para andar sobre o gelo. É meio estranho no início, mas depois fica fácil.

O dia estava tranquilo para os padrões locais. Muito ensolarado e ventava muito esporadicamente. Fizemos uma caminhada de duas horas com várias paradas para mais curiosidades e para tirar fotos. Por onde caminhamos, olhamos muitos córregos pequenos de água potável e pequenos labirintos subterrâneos que mais pareciam um parque aquático com toboágua. O caminho parecia com pequenas cubos de gelo cristal. Escutamos os atritos da movimentação entre os blocos de gelo. O guia nos informou que o glaciar move três metros por dia.

Quando olhamos aquele paredão GIGANTE de gelo, com várias rachaduras e “torres” de gelo pendurados para fora do glaciar numa inclinação como se estivesse prestes a voar e seguir a vida sozinho, pareciam já estar quase prontos para se desgarrar de uma vida que se mexeu apenas três metros por dia por 300 anos e agora vão alcançar a liberdade e conhecer novos horizontes.

😌🙏🏼

O mini-trekking terminou, pegamos a embarcação e voltamos para o carro. Seguimos caminho até as passarelas que ficam a menos de 50 metros do paredão. Uma vista por cima e pela lateral. Simplesmente IMPRESSIONANTE. IMPONENTE.

Muitos pontos próprio para contemplação e pessoas praticamente suplicando para que o gelo se desprenda. Depois de muita oração, conseguimos ver uma “pequena” pedra de gelo caindo sobre o rio e criando um pequeno tsunami. O som do gelo partindo, a pedra caindo e as ondas do rio produzidas pela pedra estarão em nossas memórias para sempre.

Após voltarmos para casa, a alegria de apreciar esse lugar superou, e muito, nossa exposição ao sol e ao considerado esforço físico que fizemos.

E a lição?! Assim como os blocos, todo mundo sonha com a liberdade, e, para acontecer, quantos porcento será que depende de nós?

Namaste. Gratidão! 😌🙏🏼

2 comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *