De Bangkok ao litoral da Tailândia – Nossa parada em Phuket

Depois da chegada conturbada em Bangkok, sobre a qual publicamos um texto que gerou polêmica, decidimos que precisávamos de um lugar para descansar. Pensamos em duas opções: ir para Chiang Mai, a capital cultural da Tailândia, ou alguma das praias.

Como já havíamos passado uma temporada bem cultural na Indonésia, resolvemos que o mar era o que precisávamos nesse momento. Afinal, eu, Renata, pessoa que ama praias, já estava literalmente sonhando com meu encontro com o azul do mar da Tailândia.

Começamos então a buscar casas para alugar por um mês nas duas províncias mais populares na região litorânea ao sul do país: Krabi e Phuket.

A mal-amada Phuket

Foram muitas pesquisas, idas e vindas em fóruns, orçamento no Airbnb, grupos de locação e tudo mais. Já estávamos quase decidindo por Ao Nang, uma praia em Krabi, quando uma brasileira disse que deveríamos ir para Koh Phi phi. Achei estranho, pois mesmo sabendo que dava pra dormir na ilha, eu considerava que esse era um destino mais para bate-volta. No máximo para dormir uma noite.

Como ainda não tínhamos nada decidido sobre o apê, resolvemos dar um pulo para ver qual é. Poderíamos passar uns 15 dias, quem sabe.

Fechamos uma passagem de aviao para Phuket – desistimos de ir de ônibus devido a muitos relatos de roubo de bagagens. Decidimos, ainda, fazer um stopover por lá e reservamos duas noites de hospedagem próximo à mal falada praia de Patong.

Devolvemos o nosso apartamento de Bangkok, deixando a chave na caixinha de correspondência – depois descobrimos que colocamos na caixa errada! Pedimos um táxi para o aeroporto e enquanto esperávamos, paradinhos na sombra, parecia que iríamos derreter de calor. 37ºC com sensação térmica de 48ºC. Que é isso! #partiupraia

Pra testar a gente um pouco mais na Tailândia, nosso vôo até Phuket entrou na história de um dos piores que já tivemos. Nada com a companhia aérea, mas enfrentamos as piores turbulências que eu me recordo. Além de acompanhar uma tempestade de raios ali pela janelinha. Enfim, pousamos.

Do aeroporto, pegamos uma van compartilhada que depois de um longo chão nos deixou há menos de 5 minutos do hotel. O hotel foi uma surpresa agradável: nada demais, entretanto era exatamente como aparecia nas fotos do Booking. Fico muito feliz quando isso acontece.

Bang-la Road
Bang-la Road

Deixamos as coisas no quarto e saímos para dar uma volta. Joyce não quis ir. Andamos pelas ruazinhas procurando algo para comer e vimos um restaurante que vendia churrasquinho! Na verdade era um espeto lindão que deu água na boca só de olhar. Preço? R$18,00. Só poderia ser pegadinha!

Sentamos e pedimos uma cerveja para refrescar, enquanto esperávamos a comida. Quando chegou, não ficamos decepcionados. Embora fosse um pouco adocicado pro meu gosto, estava uma delícia! Ponto pra comida da Tailândia.

Do restaurante, fomos dar uma volta na Bang-la road, a rua das baladas que ficava ali pertinho. Andamos toda a rua, impressionados com a quantidade de gente, de bares, de ofertas e de cartazes de Ping pong show e Mulheres no pole dance. Uma atmosfera muito badalada. Me senti em pleno carnaval! O local é também famoso pela prostituição e pela quantidade de Lady Boys, mas como ainda era cedo, não havia nada que nos incomodasse.

Voltamos para o hotel e apagamos.

No dia seguinte, fui até a lojinha de conveniência que ficava na esquina da rua do hotel para comprar nosso café da manhã. Para minha surpresa, o mar estava ali, alguns metros a frente. Como chegamos a noite, não tinha dado pra ver que a praia era tão pertinho. Eu, que havia sonhado as duas noites anteriores com as praias da Tailândia (sim, literalmente), tive que me conter para levar o café para o quarto e colocar um biquini antes de sair. Comemos um sanduíche quente com café. Uma delícia. Combinamos de encontrar com a Raquel, uma brasileira que conhecemos pela internet e que também havia chegado no dia anterior.

Nos apresentamos e fomos dar uma volta pela praia de Patong , que nem tinha nada de mais, no fim das contas. Água cinzenta e quase não tinha movimento. Talvez 10:30 da manhã fosse muito cedo, considerando que a cidade tem uma noite super agitada. Não nos decepcionamos pois já não tínhamos grandes expectativas – várias pessoas já tinham dito que não haviam gostado de Phuket.

Descobrimos que mais um “amigo virtual” estava ali por perto e acabamos parando onde estavam. Acabamos almoçado com eles em um restaurante italiano. A conversa foi animada, grande parte do grupo que estava com eles era de brasileiros morando no Japão! Pensamos em acompanha-los até a praia onde iriam, a Paradise Beach, mas a Raquel já tinha nos sugerido uma outra praia, que parecia bem mais bonita.

freedom beach
Freedom Beach – Chegada por terra

Resolvemos seguir o conselho da nossa nova amiga e catamos um Tuk Tuk para ir até a Freedom Beach. Dava pra ir de barquinho também, mas fomos mesmo na emoção da estradinha de terra. O caminho até a praia é bem rústico, parte passa pela lama (graças a alguma chuva recente ) e termina em uma área alta, com árvores e mata. Tivemos que pagar 200 baht por pessoa para acessar a praia. Compramos ainda uma bebida e iniciamos a descida.

Não demorou mais que alguns passos para começarmos a avistar a água – um azul claro lindo! Ainda não era o azul-tailandia que eu sonhava, mas já chegou beeeeem perto! A descida foi tranquila, mas naqueles inúmeros degraus e rampinhas, eu só pensava no caminho de volta!

Depois de descer, chegamos a uma pequena praia, que ainda não era a principal. As ondas estavam bem fortes. Começamos a escalar umas pedras para acessar a praia e só no meio do caminho vimos que havia um outro acesso, bem mais seguro, por trás. Continuamos nossa escalada pelas pedras e chegamos na praia principal.

Que lugar impressionante!

Difícil descrever aquele tom de azul, a a areia branca e os coqueiros ali ao redor sem usar a palavra paraíso. Além do mais, uma praia bem reservada, somente uns gatos pingados aqui e ali.

Corremos para nos refrescar no mar, mas na verdade a água estava era quentinha. Bem, eu gosto! Como não sou muito de ficar ali na água, voltei pra areia para praticar meu esporte favorito: admirar o mar. <3

Família PAMda e a Raquel

Quando o sol começou a baixar no horizonte, hora de retornar! Encarar os degraus na subida foi só mais uma prova de como estamos fora de forma x)

Chegamos lá na barraquinha ainda sem ideia de como voltar e lá estava um “taxista”. Tentamos negociar o valor da corrida, mas ele queria 400 baht, sem choro.  Até tentamos que ele fizesse por 300, mas ele disse que nesse preço nos deixaria bem antes, onde tinha o último retorno que ele poderia fazer. Passando daquele ponto ele teria que andar a praia inteira antes de voltar. Como nós estávamos exaustos e ou era ele, ou a gente ia andando, aceitamos os 400.

Acabamos descobrindo que o ponto onde ele deixaria a gente mais barato era até mais perto do hotel, mas acabamos seguindo até mais perto da Bang-la road.

Por do sol em Patong

Quando descemos do carro, vimos que o por-do-sol estava maravilhoso. Ficamos ali na praia, curtindo mais esse espetáculo da natureza.

Depois de jantar mais um churrasquinho, fomos descansar para fazer o passeio para as Similan Islands no dia seguinte.

Renata Marques

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