Chegamos na Ásia! Primeiro dia em Bali

Chegamos em Bali às 21h do dia 01/03/2017. Já na saída do avião, sentimos o calor que nos aguardava para nossa estadia.

Welcome to Bali!

Imigração tranquila, o difícil foi se ambientar naquele aeroporto cheio de gente. Para todo lado, alguém nos abordando sobre transporte. Pesquisamos uma primeira empresa de taxi e o preço que ofereceram foi 250mil rupias. Algo em torno de R$60,00. Sabíamos que o hotel era bem perto e não aceitamos o valor. Chegou a cair para 180 mil. Mas tínhamos visto que o preço deveria ser no máximo 80 mil. Continuamos a andar e encontramos uma outra empresa, que cobrou 100 mil. Estávamos tão cansados que aceitamos sem pestanejar.

O hotel era realmente bem perto. Menos de 10min estávamos lá. Havíamos reservado esse hotel para as duas primeiras noites, já que chegaríamos tarde e não queríamos rodar muito a noite. A ilha é bem grande . Chegamos no hotel e tivemos o primeiro impacto – nada de quartos claros, aconchegantes e extremamente limpos como na Nova Zelândia.

Parece bonitinho, mas é ordinário

A limpeza do quarto era precária. E olha que estamos muito acostumados com os hotéis de limpeza duvidosa do interior do Maranhão. O banheiro era bem ruim, quase não caia água do chuveiro. Como não havia a possibilidade de cama extra, Joyce ficou num segundo quarto. Tão ruim quanto o primeiro. Ou pior. Wifi não funcionava em nenhum dos dois quartos, somente na recepção.Mas pelo menos a cama era bem confortável! Também havia uma garrafinha de água para cada, de cortesia.

Deixamos as coisas no quarto e fomos dar uma volta para procurar algo pra comer. Ficamos surpresos pois ainda estava tudo aberto. Demos uma olhada nos restaurantes, mas acabamos indo para um supermercado – cansados demais para lidar com cardápios e comida estranhos. Como ainda tínhamos algum lanche, compramos apenas yogurtes, um garrafão de 5 litros de água e uma cerveja. A compra deu cerca de R$12,00. Aproveitamos para usar um pouco o wifi na recepção, antes de subir pro quarto e desmaiar.

Acordamos cedo, ainda meio confusos com a diferença de horário para a Nova Zelândia. O café da manhã era somente as 8h, então enrolamos bastante antes de descer. O café da manhã era oriental – um arroz com shoyu, ovo e um biscoitinho estranho, que lembra biscoito de polvilho, mas tem gosto de isopor.

Café da manhã balinês
Café da manhã balinês

Para nosso segundo dia, tínhamos uma missão : decidir nossa hospedagem para os próximos dias. Já havíamos escolhido a região de Ubud para ser nossa “casa”, então resolvemos ir até lá e andar pelas ruas , para conhecer a região e evitar reservar um lugar estranho. Além de ver se encontraríamos ofertas melhores que na Internet, negociando diretamente com os proprietários.

Para ir ate Ubud, decidimos usar o serviço do Kura kura bus. No hotel, nos informaram que o ônibus parava num shopping há 3 minutinhos de caminhada. Fomos até lá, mas não encontramos nenhuma informação. perguntamos a uma pessoa que disse que era na rua ao lado, mas também não encontramos.

Resolvemos então andar até o terminal (duas paradas depois), para ficar mais fácil de localizar. Só que depois de andar pra caramba, descobrimos que tínhamos andado pelo caminho errado. Ou seja, teríamos que voltar tudo e ainda andar mais! Resultado, resolvemos procurar a outra parada, que pelo mapa era próximo ao local onde estávamos. Conseguimos encontrar esse hotel e bem na frente dele… tcharam! Uma plaquinha do Kura bus, com horários e linhas. Ficamos ali esperando e logo chegou um ônibus. Era uma linha que daria uma volta no bairro de Kuta, antes de ir para o terminal e resolvemos ir para dar um passeio. Compramos um passe de 3 dias com viagens ilimitadas, por R$35,00 para cada um.

kurua kura bus - transporte em Bali
Kura kura Bus – #partiuubud

Chegamos no terminal 15 minutos antes do ônibus para Ubud – mas estávamos morrendo de fome. Como o ônibus seguinte só sairia 3 horas depois, Reis correu até o shopping para comprar algo e voltou com dois sucos, bem no último minuto para embarque!  A viagem durou quase duas horas, nas quais fomos conhecendo um pouco do interior da ilha de Bali.

Quase chegando em Ubud, o ônibus fez uma parada no parque dos pássaros. De fora, parece um lugar bem legal para visitar. Quem sabe iremos. O ônibus também passou pela Floresta Sagrada dos Macacos e já vimos alguns macaquinhos pela rua.

A parada seguinte foi a que escolhemos descer. Descemos em um museu, arquitetura super típica com todos aquelas esculturas ao redor. É impossível não se sentir em Bali. Cada esquina que passávamos, as esculturas estavam em toda parte: templos, muros, portas, restaurantes. Todas protegendo os locais dos espíritos maus, segundo a cultura balinesa. Outra coisa que chamou a atenção foram as oferendas, espalhadas por toda parte.

Templo em UbudTemplo em Ubud

Fomos procurar um restaurante para almoçar e gostamos de um que ficava em uma das ruas principais – O Tropical Restaurant. Sabe aquelas garçonetes que a gente vê em filmes de ilhas tropicais, usando uma florzinha no cabelo? Poderia muito bem ter sido filmado por aqui. <3

Pedi um peixe grelhado com camarão, Joyce comeu um frango kiev (recheado) e o Reis comeu algo que não lembra mais. 😀 Acompanhamos com a cerveja local, a famosa Bitang, pra afastar o calorão. Tudo estava maravilhoso. A conta saiu R$96,00. Caro para o que esperávamos, mas o que esperar de um restaurante turístico bem no meio de uma das principais ruas da ilha mais turística da Indonésia? Ainda assim, já estamos bem aliviados com relação à Nova Zelândia.

comida em bali
Meu peixinho à esquerda, o frango de Joyce à direita

Ao lado do restaurante, a placa de uma das pousadinhas que tínhamos visto pela internet e que cogitamos nos hospedar. Resolvemos ir olhar e entramos na rua. O centro de Ubud, que fica no interior da ilha de Bali (não tem praia), é cheio de bequinhos, ruazinhas sem saída, muito diferente!

Essa era uma dessas. Apesar de super estreita, ainda tem motos estacionadas dos dois lados e passa carro nos dois sentidos. Em meio a tudo isso, lá fomos nós caminhando e olhando o que havia ao redor. Passamos pela hospedagem que tínhamos visto, gostamos da fachada, mas não entramos. Continuamos e encontramos outras opções. Visitamos um primeiro quarto, mas era somente com ventilador – e nesse momento estávamos derretendo! Fomos então num segundo, mais pro finzinho da rua sem saída.

Entramos e fomos recebidos por Nyoman com um sorriso – “Need a rrrroom?”. Já na entrada, uma piscina super atrativa, especialmente para quem estava morrendo de calor. Primeiro, nos apresentaram o quarto com ventilador. Não, obrigado. O segundo quarto tinha ar condicionado e ventilador, um pequeno guarda-roupas, banheiro com agua quente e era bem espaçoso. Na frente do quarto, uma varanda com mesinha de frente para o jardim e piscina. Aquele barulho de água corrente e dos pássaros no jardim.

Suarsena Bungalow – Como não se sentir bem?

Nada mal. Fechamos a R$60,00 a diária para nós 3 com café da manhã. O outro, horroroso, tinha sido cerca de R$100,00. Na Nova Zelândia, nunca menos de R$200,00. Pagamos por duas noites iniciais para manter a reserva e combinamos o horário de chegada no dia seguinte.

Missão cumprida, fomos passear por Ubud. Não fizemos nenhum “programa” especial, mas batemos bastante perna pelo centrinho. Quando o calor ficou insuportável, paramos numa conveniência e tomamos uma outra cerveja para refrescar. Gente, é incrível. Não dá tempo de terminar a cerveja sem ela estar fervendo.

Cerveja Bintang – Difícil tomar antes de esquentar!

Quando cansamos, fomos até o ponto de ônibus para voltar. Como o horário do ônibus ainda estava longe, pedimos ao motorista para subirmos no ônibus ainda na ida e dar a volta com ele. Ficamos felizes de ele ter topado, assim ficamos rodando Ubud no ar condicionado e usando o wifi. Exaustos do calor, voltamos ao hotel cafofo, onde passamos uma útlima noite.

Renata Marques

9 comments

  1. José Reis e Renata Marques, tem sido um prazer acompanhar o relato de vocês por esse mundão! Eu fiquei curioso com relação a uma coisa… Assim que vocês chegaram em Bali foi oferecido VISA on Arrival? Estou planejar fazer uma viagem pelo sudeste asiático em julho/2018, e gostaria de saber o procedimento com relação ao visto da Indonésia. Eu sei que no Laos e em Camboja você requere o visto assim que chega no aeroporto, mas desconheço como funciona nos outros países.
    Deixo aqui os meus votos de sucesso em sua jornada! Passando por Bali, penso em ficar no mesmo hotel que vocês, Suersuna Bungalow! Parabéns pela escolha, e que sorte, hein?!

    1. Oi Pedro! Na Indonésia tem sim o visto na chegada por 30 dias. Se você quiser ficar mais tempo tem duas opções: pagar uma taxa de 35 dólares, recebe o de 30 dias e depois pode solicitar a prorrogação por mais 30 ou solicitar com antecedência – aí pode ser períodos maiores. Se for somente com 30 dias é na hora, fácil e gratuito.

    1. Pode deixar, Winicius! Estamos testando… mas aqui na Indonésia o mercado é dominado pela Bitang. É meu estilo de cerveja, o Ju já prefere as Pale Ale. 😀

  2. OI, estou preparando uma viagem à Bali e Tailandia para fim de março. Me diga, por favor, o nome deste primeiro hotel, o ruim, para nao cairmos nele NUNCA. Engraçado que li em todo lugar que a comida em Bali é deliciosa e barata. Acho que o ideal é pegar os endereços na hora (para saber o que evitar e aonde ir). Grata.

    1. Oi, tudo bem?
      Então, o hotel que não gostamos é o Melati View Hotel. Embora a localização seja boa, nas condições atuais dele, não recomendamos mesmo.

      Decidimos não ficar os 30 dias no mesmo lugar e o local que escolhemos para passar as duas primeiras semanas foi o Suarsena Bungalows. Um local bem acolhedor, pertinho de uma das ruas principais, mas super tranquilo – fica em um dos bequinhos escondidos. A piscina é uma delícia. O café da manhã é no quarto, tem uma mesinha na porta. Você escolhe um item do cardápio e eles levam. Ficamos num quarto com ar condicionado, para 3 pessoas pagamos cerca de R$70,00. Dica: sempre pergunte ou peça qualquer coisa que você precisar que eles tentam atender. Curtimos muitos.

    2. Com relação à comida, os restaurantes mais turísticos, mais arrumados são bem mais caros, embora mais baratos que no Brasil. Já nos restaurantes locais, menores e fora das principais ruas, pagamos cerca de R$10,00 nos pratos. Maaaas, os pratos em Bali não são bem servidos, são pequenos. Quem tem muita fome vai precisar complementar.

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