Relocação de carro frustrada e volta para Auckland

Como decidimos que não iríamos ao Tongariro National Park, aproveitamos a manhã do nosso segundo dia em Taupo para colocar os negócios em dia pela internet, aplicar para mais alguns jobs e fazer planejamento dos próximos passos.

Também aproveitamos para tentar uma relocação de carro e pela primeira vez conseguimos! Já estávamos tentando bastante e dessa vez conseguimos um carro de passeio, de Wellington para Auckland. Mesmo tendo que comprar a passagem até Wellington, seria uma boa economia pois compraríamos somente a ida do Reis e ele voltaria para nos buscar – seria o caminho. Ficamos super felizes, pois custaria apenas 2,50 dólares mais a passagem, incluindo seguro e um tanque de combustível. E olha que na Nova Zelândia economizar é preciso!

A felicidade durou até que chegou um email dizendo que era obrigatória a apresentação de um cartão de crédito no nome do motorista. Seria fácil, se não continuássemos sem cartão desde que foi clonado! Ligamos para verificar se poderíamos apresentar o meu cartão, com o meu passaporte e o de Joyce (para confirmar o parentesco), mas não teve jeito. Se usasse meu cartão, eu teria que estar junto.

Tentamos então comprar uma passagem pra mim, mas não tinha mais disponibilidade. Tivemos que cancelar a reserva do carro e a passagem de ônibus – nem temos certeza se terá reembolso. Também já tínhamos reservado um apartamento em Hamilton, contando com o carro, para servir de base para visitarmos umas cavernas lá perto. Para não perder a hospedagem também, compramos uma passagem pela Manabus até lá e depois a continuação para Auckland. Ficamos bem chateados. Mas enfim, bola pra frente.

Saímos para passear pelo lago, andamos um pouco pela orla e depois fomos para um parque. Jogamos xadrez gigante, as peças e o tabuleiro ficam lá durante o verão, para as pessoas se divertirem. Quando cansamos, andamos mais um pouco, mas estávamos tão cansados que resolvemos ir de ônibus mesmo.

Xadrez no parque

Passamos num mercadinho ali perto para comprar coisas para o jantar e uma cerveja para acompanhar. Na hora de pagar, o caixa ficou todo desconfiado, olhando pra gente, pra Joyce e perguntou se era nossa filha. Pensamos que ele estava espantado por causa da idade (como normalmente acontece), mas o problema é que estávamos tentando comprar bebida alcóolica na presença de um menor de idade. Como dissemos que era nossa filha, ele acabou liberando, mas sentimos que o negócio aqui é bem rigoroso.

Cerveja alemã na Nova Zelândia 😀

Jantamos e dormimos bem. No dia seguinte, a dona da casa onde nos hospedamos em Taupo nos levou até a parada de ônibus para pegarmos o ônibus para Hamilton. Aliás, ela e o marido foram excelente anfitriões! Acho que foi o melhor Airbnb que tivemos até hoje.

Entrada do nosso quarto, alugado pelo AirBnb

Pegamos o ônibus da Manabus para Hamilton às 10:45. Até agora a empresa tem sido super pontual. Chegamos na cidade e demos uma volta nas proximidades do terminal. Comemos no Burger King, passamos num grande mercado para dar uma olhadinha e depois voltamos para a estação, para esperar o Daniel nos buscar.

AirBnb

O Daniel é um Filipino, que mora na NZ há 20 anos e que é dono da casa onde nos hospedamos pelo Airbnb e que insistia em nos chamar de argentinos e falar em um espanhol duvidoso conosco. Apesar disso, era simpatissíssimo! Fez questão de interagir conosco e disse que o AirBnb é uma oportunidade dele e a mulher não se sentirem tão sós, já que o filho de 19 anos já estava morando fora de casa para trabalhar.

Aliás, sentir só era algo improvável na casa do Daniel: A casa estava lotada! Não consegui contar quantas pessoas exatamente, mas estimo que além de nós e do casal de donos, havia pelo menos mais 6 pessoas. No fim da tarde, fomos ao mercado comprar algo para o jantar. Na falta de muitas opções, compramos uma lasanha de carne empanada. Nunca imaginei que isso pudesse existir. Até que era gostosinho.

Waitomo caves – o passeio que não fizemos

No dia seguinte, acordamos, tomamos café da manhã e fomos para a rodoviária. O Daniel nos deixou lá. Não conhecemos nada da cidade, pois havíamos lido antes que não teria muito o que fazer. O principal ponto são as cavernas de glownworms (vermes brilhantes), mas não tínhamos tempi hábil pois precisávamos voltar para a casa da Judith naquele dia.

Depois de cerca de 15 dias de Nova Zelândia, passeamos pouco. Conseguimos visitar menos atrações da ilha norte do que gostaríamos. Os custos são muito caros e com isso acabamos ficando bastante em casa em Auckland para economizar. Só o transporte pra sair de casa custa cerca de 25 reais por pessoa (ida e volta). Comida, passeios, transporte, tudo é caro por aqui. Menos a água, que é de graça e tem bebedouros espalhados por todo lugar. Mas não estamos entediados por isso. Temos bastante coisas para fazer online e estamos começando a organizar alguns projetos. Agora o clima deu uma boa melhorada e estamos sentindo um calorzinho muito bom. Vamos ver o que nos reserva a próxima semana.

Renata Marques

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