Rotorua – Termas, gêiser, maoris e kiwi bird

Na nossa segunda semana na Nova Zelândia, fomos viajar! Aproveitamos que a Catherine iria para um acampamento de verão e compramos uma passagem para Rotorua, 228km ao sul de Auckland.

Tentamos conseguir uma campervan com uma empresa que oferece a realocação de carros que foram alugados e devolvidos em cidades diferentes. O custo é bem baixo. Entretanto, não conseguimos nenhum carro para essa nossa semana de “folga”.

Então, compramos uma passagem para Rotorua pela nakedbus. A empresa é como a Megabus, em Londres, com preços geralmente baixos, mas com pouca antecedência os preços são normais. Pagamos 27 dólares por pessoa para o trajeto (só ida) de 200 km. O ônibus era da empresa Manabus e tem dois andares, wifi , tomada e mesinhas. Bancos são de couro, organizados em mesinhas (grupos de 4 assentos).

Chegamos na cidade e fomos andando até o hotel, cerca de 20 minutos, mas que pareciam uma eternidade com as nossas tralhas. Incrível como mesmo tendo deixado grande parte das nossas coisas na casa da Judith, ainda viajamos com tanta tralha! O hotel era muito mais do que esperávamos (mas também não foi barato).

Deixamos nossas coisas e voltamos ao centrinho da cidade, onde há um lago bem bonito. O clima estava super agradável. Calor sem ser quente demais. Acho que na faixa dos 21 graus. Andamos um pouco e depois descansamos na beira do lago.

Fomos jantar e eu encontrei um Nando’s, um dos meus restaurantes favoritos na Inglaterra. Claro que jantei por lá. Reis aproveitou para experimentar uma comida árabe. Na volta, aproveitamos para curtir a piscina aquecida do hotel.

No dia segunte pela manhã, fomos ao parque Te Puia. Cerca de 15min de caminhada a partir do nosso hotel. O parque é uma área geotérmica com um geiser super ativo e cultura maori por todos os lados. Iniciamos o dia com um tour guiado de uma hora de duração.

O tour nos levou pelas escolas de arte maori, seguimos para o geiser, que estava em sua potência máxima, pelas casas de cerimônia e armazém maori, e vimos ainda um kiwi (passaro). Comemos e nos preparamos para assistir o show dos maoris.

Logo no início, perguntaram quem gostaria de ser o chief (chefe) do grupo e claro que o Reis se ofereceu. E foi escolhido. Ele participou do ritual no qual o a tribo maori se aproxima e tenta decidir se aceita ou não os estranhos. Eles oferecem uma folha (a traditional da NZ ) e fazem algumas danças para afugentar. Mantendo – se o contato visual, dá tudo certo e somos convidados para entrar na casa dos rituais. Lá na casa, são realizadas danças e tem bastante explicação sobre os rituais.

A apresentação dura 45 minutos e é bem alegre e divertida. Como éramos a família do chief, tivemos os melhores lugares na plateia. Curti bastante e achei q valeu bastante a pena comprar o ingresso com esse adicional (HAKA).

Depois fomos para o hotel (era caminho) fazer nosso almoço, descansar e sair novamente a tarde. O almoço ficou muito bom: frango ao molho de queijo com pasta ao sugo.

Pensamos em ir no Polynesian spa, mas como demoramos muito para sair, resolvemos mesmo ir ao parque Kuiral (que é gratuito ). O parque é a área verde bem agradável, com lago, parquinho e local para churrasco, mas com o diferencial de ser também uma area geotérmica. Vários hotspots, lagos de lama e água fervente, de diversos tamanhos. Para todo lado que se olhe, é possível ver uma fumacinha saindo do chão ou das pedras. Bem impressionante.

Também lemos nas informações que as atividades são modificadas constantemente e que novos pontos surgem com frequência. Por isso, deve – se andar com cuidado e observar bastante o ambiente. Depois dessa longa caminhada (mais de duas horas entre sair do hotel e andar pelo parque ) , resolvemos pegar um ônibus para voltar. Só que depois de muito andar, descobrimos que os ônibus só passavam até um certo horário que já tinha passado. Tivemos que andar todo o restante – já com frio e bastante cansaço. Ainda passamos numa liquor shop para comprar um vinho e voltamos para casa para fazer o jantar.

Foi nosso último dia aqui Rotorua e gostamos bastante. Pegamos um excelente clima, vimos coisas bem diferentes e tivemos uma ótima hospedagem. Pena que o cheiro da cidade lembra a lagoa da Jansen!

O Devonwood hotel foi a opção mais barata que encontramos na cidade de última hora, e apesar do alto preço foi uma ótima surpresa. Cozinha muito bem equipada, camas superconfortáveis e uma piscina aquecida muito gostosa para curtir no fim do dia. Único inconveniente foi a Internet que não pegava bem no nosso quarto. Mas já estamos ficando acostumados com isso…

Renata Marques

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