Os terraços de arroz em Bali

Ricefield - Bali - 2

Depois de alugar a motinho em Bali, ficamos mais livres para explorar alguns destinos mais distantes em Ubud. Um dos locais que eu tinha mais expectativa em conhecer era, sem dúvidas, os terraços onde é possível ver e visitar as grandes plantações de arroz.

O arroz faz parte da cultura balinesa. Não é apenas um alimento ou uma forma de sustento. O arroz tem uma conotação um pouco sagrada em Bali. É como se fosse um presente dos deuses para a ilha. E é por isso que no ritual de todas as manhãs, os balineses oferecem um punhadinho de arroz como agradecimento aos deuses.

Ritual de oferenda em Bali
Ritual de oferenda em Bali

Como Joyce ainda estava meio molinha, eu e Reis aproveitamos um dia em que não conseguimos ir na Yoga porque a sala já estava lotada e fomos. Saímos de moto pelas ruas de Ubud e nos orientando pelo aplicativo Maps.me, conseguimos chegar. Embora o terraço não seja muito visível da avenida, não foi difícil descobrir quando chegamos lá – estava cheio de ônibus de turismo!

Terraços de arroz em Bali

Estacionamos a motinho e descemos para conhecer o local. Chegamos sem ter pesquisado muito e ficamos um pouco confusos sobre onde ir. Vimos várias plantações, várias descidas até elas. Um cenário verdinho lindo.

As plantações são organizadas em vários níveis, com um sistema de irrigação super antigo, em que a água vai passando de “degrau em degrau” e assim irriga-se toda a plantação com a mesma água – ou seja, uma grande economia de água!

Níveis de plantações de arroz

Reis ficou fazendo algumas fotos aéreas e eu acabei andando pelos terraços sozinha. Escolhi uma trilhazinha e comecei a descer. Não encontrei nenhum lugar para pagar alguma taxa. Descemos eu e minha amiga câmera fotográfica.

Toda a plantação é alagada e andar entre elas é possível porque existem uns caminhos. Para subir entre os níveis, alguns degraus são feitos na terra. Confesso que foi um tanto difícil e puxado andar, subir e descer entre os níveis de plantação. Preparo físico mandou lembranças. Mesmo estando nublado e sendo fim de tarde, suei como se tivesse andando em véspera de feriado na 25 de março ao meio dia.

Quando cheguei no final da descida, havia uma cabaninha e uma senhora cobrando por uma “doação”. Ali seria a plantação de outro dono, então era necessário pagar para atravessar. Eu realmente não tinha levado nenhum dinheiro comigo e voltar para buscar não era uma opção. Já me preparando para voltar, falei que infelizmente não tinha levado dinheiro. Fui autorizada a passar.

Plantações de arroz vistas do alto
Plantações de arroz vistas do alto

E aí veio a parte mais difícil – a subida. Chegar até o outro lado foi bem difícil, mas valeu a pena. A vista do outro lado era ainda mais bonita! Não pude chegar até o final, pois já estava quase escurecendo e ainda tinha todo o caminho de volta. Também não sei se eu daria conta. 😀

Cheguei do outro lado já quase morrendo e tive que sentar um pouco para descansar. Recuperada, voltamos à nossa motinho, onde um flanelinha nos esperava. Nem lembro se o pagamos, mas lembro que o vento provocado pela moto foi ótimo para refrescar!

A essa hora já estava quase escuro e nosso caminho de volta pelas curvas da estrada foi bem tenso. Pouquíssima iluminação e as curvas eram de quase 360º. Bem crazy! Ainda tentamos dar uma passada em um templo famoso, mas o local também não tinha muita iluminação. Como achamos que não valeria a pena pagar a entrada para não ver nada, voltamos pra “casa”.

Renata Marques

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